sábado, fevereiro 21, 2026

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Mulher suspeita de atuar como psicóloga em Porto Alegre, Guaíba e Canoas vira ré por exercício ilegal da profissão

Uma mulher de 33 anos, investigada por se apresentar como psicóloga clínica sem possuir formação ou registro profissional, passou a responder na Justiça pelos crimes de exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica. A denúncia do Ministério Público foi aceita no dia 8 de agosto, e, no dia 12, a acusada foi citada para apresentar defesa no prazo de 10 dias.

Segundo o Tribunal de Justiça, o processo tramita em segredo, a pedido da Promotoria, devido à presença de dados sensíveis envolvendo crianças e adolescentes. Até o momento, a ré não constituiu defesa.

Como atuava

De acordo com o delegado Fábio Motta Lopes, a mulher cobrava cerca de R$ 130 por consulta e se apresentava como especialista no atendimento de crianças e adolescentes com transtornos como autismo (TEA) e TDAH. No entanto, não possui formação em psicologia nem registro no Conselho Regional da categoria.

Ela utilizava indevidamente o número profissional de uma psicóloga de Ivoti, município a 50 km de Porto Alegre, que não sabia estar sendo lesada. Durante depoimento, a suspeita permaneceu em silêncio.

A polícia não solicitou prisão preventiva, já que os crimes imputados têm pena inferior a quatro anos.
“Só cabe prisão preventiva quando a pena máxima é superior a quatro anos. Se fosse o caso, pode ter certeza que eu representaria pela prisão”, afirmou o delegado.

Pacientes enganados

A investigação aponta que ao menos 85 pessoas foram atendidas pela mulher de forma irregular. O número foi identificado a partir de documentos apreendidos pela polícia, como recibos, pastas com informações de pacientes, receituários e agendas de atendimento. Também foram recolhidos cartões de visita e fotografias da suspeita com toga de formatura.

Além deste caso, ela também é alvo de um segundo inquérito, conduzido pela 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Orientação à população

A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas registrem ocorrência em qualquer delegacia ou por meio da Delegacia Online.
A lista de profissionais habilitados para atuar como psicólogos pode ser consultada no site do Conselho Regional de Psicologia.

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